
E eis que terminei uma Visual Novel chamada Iwakura Aria, lançada no ano passado para Steam e Nintendo Switch. O jogo conta uma história que se passa em 1966 e é uma VN yuri (fica o aviso para quem já não gosta do gênero).
Eu acabei recebendo a chave do game pela produtora, e este foi o meu status de conclusão. Levei 12 horas e 30 minutos para fazer todas as conquistas, o que inclui ter visto todos os finais e todas as side stories:

Apesar de eu ter levado 12 horas, dá para terminar em menos tempo, já que devo ter deixado o jogo aberto por umas 2 horas enquanto fazia outras coisas.
Mas vamos falar sobre o game e sobre o que eu achei dele.
Iwakura Aria se passa no Japão de 1966, poucos anos após o período de rápido crescimento econômico do país. A história acompanha Ichiko, uma jovem sem perspectivas que consegue um emprego como empregada na misteriosa mansão da família Iwakura.
E sim, assim que você entra na mansão, fica se perguntando que tipo de maluquices acontecem naquele lugar. A narrativa acompanha o relacionamento entre Ichiko e Aria. Ichiko é a protagonista, enquanto Aria é a garota que dá nome ao game e também é o interesse romântico dela.

Entre outros personagens, temos Amane, pai da Aria e quem contratou Ichiko para trabalhar como empregada; Sui, que é a cozinheira; além do jardineiro e do segurança, que possuem papéis menos importantes.
O jogo conta com 9 finais, sendo um deles o verdadeiro e os outros considerados finais ruins. E já adianto: além de serem finais ruins, eles são realmente ruins.
Tipo, se não fossem pelas conquistas, depois de ter visto 1 ou 2 finais ruins eu provavelmente não procuraria ver os outros, porque eles são realmente péssimos.
O problema é que, em muitos desses finais, os personagens agem de uma forma completamente diferente apenas para criar uma situação específica com a Ichiko. Vou dar um exemplo sem spoilers: existe um momento no jogo em que você tem duas escolhas, mas ambas acabam levando exatamente para a mesma situação. Você acaba sendo descoberta por outro personagem, só que em um caminho esse personagem age de uma forma, enquanto no outro ele age completamente diferente.
Por isso, os finais alternativos acabam sendo bem fracos.

Outra coisa que me incomodou foi a protagonista. Eu detestei a Ichiko.
Ela é uma garota de 16 anos que passa a trabalhar como empregada na mansão da família Iwakura e logo se apaixona pela filha de Amane, Aria Iwakura. A partir daí, o que acontece é que… Ichiko parece odiar homens.
Na verdade, parece que o próprio game odeia homens, porque toda vez que um homem olha para a Aria, fala com ela ou toca nela, a Ichiko diz que isso é “nojento”, que eles só querem se aproveitar dela. O jogo também reforça várias vezes essa ideia de que homens se aproximando de mulheres é algo sujo.
Eu gosto de animes e games Yuri, mas existe um tipo de história Yuri que eu considero o pior tipo: aquela que coloca personagens masculinos como vilões ou trata todos eles como algo nojento.
Isso acaba deixando as personagens femininas (pelo menos para mim) extremamente desagradáveis, e é exatamente isso que acontece com a Ichiko. Eu simplesmente não gosto dela.

Tem um momento do game em que Aria está conversando com dois homens na mansão e Ichiko fica REVOLTADA porque eles estão sorrindo e olhando para Aria.
Na minha visão, isso é algo completamente normal em uma conversa, mas Ichiko começa a pensar sobre como eles são “nojentos” e “asquerosos”. Ela então mente para Aria dizendo que existe um convidado esperando em outro lugar e tenta tirá-la dali.
Ichiko acha que salvou Aria, mas quando Aria percebe que ela mentiu, fica irritada e volta para conversar com eles.
Nesse momento, Ichiko diz que os homens são nojentos por terem pensamentos impuros sobre Aria ou por quererem tocar nela, e Aria responde:
“Você é igual a eles.”
E sim, Ichiko é literalmente igual.
Durante vários momentos do game, Ichiko fica paquerando Aria, olhando para o corpo dela e desejando tocá-la, exatamente como os “homens nojentos” que ela tanto critica, eu gostei tanto de alguém finalmente ter jogado isso na cara da Ichiko que tive que tirar print haha.

Sobre o mistério: sim, existe um mistério no game que Ichiko acaba descobrindo, mas essa VN fez algo que eu acho que nunca tinha visto outras Visual Novels fazerem.
O mistério é revelado cedo.
Acredito que lá pela metade do jogo você já descobre o que está acontecendo na mansão, e a partir daí o objetivo passa a ser apenas acompanhar como tudo vai terminar.
Um aviso que acho importante dar: temos sangue, bastante sangue na história, além de cenas de violência. Então, se você é sensível a esse tipo de coisa (como eu), é bom ter cuidado.
No mais, vou ser sincero: eu não curti muito a história.
No começo do game eu estava realmente interessado pelo mistério, e o visual do jogo é lindo, mas conforme Ichiko falava, pensava e agia, eu ia ficando cada vez mais irritado com ela pelo motivo que já citei.

Além disso, o romance é meio… fraco?
Eu não sei explicar exatamente o que me incomoda nele, mas o relacionamento entre as personagens não chega naquele ponto de fazer você pensar: “nossa, que coisa incrível”.
Por fim, o último plot twist me deixou surpreso.
Eu vi que algumas pessoas ficaram bastante irritadas com essa última revelação e disseram que ela “estragou a história”, mas para mim, pelo menos, pareceu que depois da revelação a relação entre Ichiko e Aria acabou mudando.
Resumo final do game:
Arte linda
Boas músicas
Mistério é OK
Protagonista CHATA
Romance é fraco
Final não me deixou chateado, mas para muitos estragou a história.
Você pode comprar na Steam aqui.
Fonte: VCSA
0 Comentários